A autora, Maria Helena Werneck, é uma das mais operosas pesquisadoras atuantes no cenário universitário brasileiro. Trabalhando na área da Literatura e agora também do Teatro, doutorou-se pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e leciona atualmente no Programa de Pós-Graduação em Teatro da Uni-Rio.Em O homem encadernado, Maria Helena Werneck faz um percurso histórico pelas biografias machadianas escritas até a data em que seu livro foi publicado, mostrando a possibilidade e os perigos apresentados pela abordagem biográfica, estabelecendo assim um terreno de rigor científico a partir do qual sua revalorização pôde ocorrer dentro de um marco menos ingênuo e menos ideológico que aqueles predominantes na antiga tradição.
Do prefácio de Hélio Seixas Guimarães (Prof. da USP):
“Maria Helena Werneck ataca um dos pontos cruciais da crítica machadiana – em que os estudos da vida e da obra sempre mantiveram relações estreitas, e às vezes ambas foram tratadas indistintamente – para esclarecer os limites do biografismo e as superposições entre biografia e crítica.
A autora vai à França buscar nas obras de Philippe Lejeune, Daniel Madelenat e Roland Barthes alguns conceitos teóricos de que precisa para tratar de biografias e autobiografias, faz aproximações surpreendentes, cede às digressões, mas nunca perde de vista seu norte e ponto de chegada, que é a obra de Machado de Assis.”
Do prefácio à primeira edição de Eneida Maria de Souza (Profa. Emérita da UFMG):
“A articulação original entre a pesquisa arquivística e a acuidade teórica presente em O Homem encadernado representa um marco na história da crítica literária no Brasil. Sem se deixar seduzir pela poeira dos arquivos, pela tentação do microscópio ou pela fantasia teórica encobridora do sujeito, o olhar oblíquo de Maria Helena Werneck não só expande os horizontes da cultura como imprime sua assinatura no corpo textual das biografias de Machado de Assis.”
Da orelha de Roberto Corrêa dos Santos (Prof. UERJ – Iartes):
“Caracterizadas a forma e a pulsão biográficas, dedica-se o livro às biografias de Machado de Assis, o que significa dedicar-se a nós mesmos, à nossa procura do melhor nome, à nossa necessidade de gerar a memória, de formar o arquivo, de inventariar a herança: a recebida, com seus rendimentos e suas perdas, e a distribuída.”
“Maria Helena Werneck ataca um dos pontos cruciais da crítica machadiana – em que os estudos da vida e da obra sempre mantiveram relações estreitas, e às vezes ambas foram tratadas indistintamente – para esclarecer os limites do biografismo e as superposições entre biografia e crítica.
A autora vai à França buscar nas obras de Philippe Lejeune, Daniel Madelenat e Roland Barthes alguns conceitos teóricos de que precisa para tratar de biografias e autobiografias, faz aproximações surpreendentes, cede às digressões, mas nunca perde de vista seu norte e ponto de chegada, que é a obra de Machado de Assis.”
Do prefácio à primeira edição de Eneida Maria de Souza (Profa. Emérita da UFMG):
“A articulação original entre a pesquisa arquivística e a acuidade teórica presente em O Homem encadernado representa um marco na história da crítica literária no Brasil. Sem se deixar seduzir pela poeira dos arquivos, pela tentação do microscópio ou pela fantasia teórica encobridora do sujeito, o olhar oblíquo de Maria Helena Werneck não só expande os horizontes da cultura como imprime sua assinatura no corpo textual das biografias de Machado de Assis.”
Da orelha de Roberto Corrêa dos Santos (Prof. UERJ – Iartes):
“Caracterizadas a forma e a pulsão biográficas, dedica-se o livro às biografias de Machado de Assis, o que significa dedicar-se a nós mesmos, à nossa procura do melhor nome, à nossa necessidade de gerar a memória, de formar o arquivo, de inventariar a herança: a recebida, com seus rendimentos e suas perdas, e a distribuída.”

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