quinta-feira, 7 de maio de 2009

Release - O Homem Encadernardo

Por ocasião do Ano do Centenário da Morte de Machado de Assis, a EdUERJ lança em terceira edição um clássico da crítica machadiana contemporânea: O homem encadernado – Machado de Assis na escrita das biografias, de Maria Helena Werneck. Contendo bibliografia atualizada para esta edição e um novo prefácio de autoria do professor da USP Hélio Seixas Guimarães, este livro, lançado pela primeira vez em 1996, esteve na vanguarda do início de uma nova era nos estudos literários universitários em nosso país, acompanhando a tendência mundial de revalorização da biografia como elemento importante de compreensão do significado cultural das obras de ficção.
A autora, Maria Helena Werneck, é uma das mais operosas pesquisadoras atuantes no cenário universitário brasileiro. Trabalhando na área da Literatura e agora também do Teatro, doutorou-se pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e leciona atualmente no Programa de Pós-Graduação em Teatro da Uni-Rio.Em O homem encadernado, Maria Helena Werneck faz um percurso histórico pelas biografias machadianas escritas até a data em que seu livro foi publicado, mostrando a possibilidade e os perigos apresentados pela abordagem biográfica, estabelecendo assim um terreno de rigor científico a partir do qual sua revalorização pôde ocorrer dentro de um marco menos ingênuo e menos ideológico que aqueles predominantes na antiga tradição.


Do prefácio de Hélio Seixas Guimarães (Prof. da USP):

“Maria Helena Werneck ataca um dos pontos cruciais da crítica machadiana – em que os estudos da vida e da obra sempre mantiveram relações estreitas, e às vezes ambas foram tratadas indistintamente – para esclarecer os limites do biografismo e as superposições entre biografia e crítica.
A autora vai à França buscar nas obras de Philippe Lejeune, Daniel Madelenat e Roland Barthes alguns conceitos teóricos de que precisa para tratar de biografias e autobiografias, faz aproximações surpreendentes, cede às digressões, mas nunca perde de vista seu norte e ponto de chegada, que é a obra de Machado de Assis.”

Do prefácio à primeira edição de Eneida Maria de Souza (Profa. Emérita da UFMG):

“A articulação original entre a pesquisa arquivística e a acuidade teórica presente em O Homem encadernado representa um marco na história da crítica literária no Brasil. Sem se deixar seduzir pela poeira dos arquivos, pela tentação do microscópio ou pela fantasia teórica encobridora do sujeito, o olhar oblíquo de Maria Helena Werneck não só expande os horizontes da cultura como imprime sua assinatura no corpo textual das biografias de Machado de Assis.”

Da orelha de Roberto Corrêa dos Santos (Prof. UERJ – Iartes):

“Caracterizadas a forma e a pulsão biográficas, dedica-se o livro às biografias de Machado de Assis, o que significa dedicar-se a nós mesmos, à nossa procura do melhor nome, à nossa necessidade de gerar a memória, de formar o arquivo, de inventariar a herança: a recebida, com seus rendimentos e suas perdas, e a distribuída.”

Lançamento - A Saga Rosiana

Este livro descerra fecunda via de acesso ao sentido genuinamente poético da saga rosiana do sertão. Ao conceber o sertão como forma em gestação, e não simplesmente como tema, o autor busca correspondências ao princípio musical de cada uma das sagas rosianas, caracterizando-as como bailados narrativos de um movimento sinfônico. O livro se destina a estudantes e professores de Pós-Graduação em todas as áreas das Ciências Humanas, interessados em compreender o alcance multidisciplinar da obra de Guimarães Rosa.
Da orelha de Antonio Jardim (compositor e professor)
“Se o narrador rosiano ‘se converte no cantor do mundo e dos entes do sertão’ e se pronuncia como ‘encantador de palavras que arrebatam o leitor’, o texto desta ‘saga rosiana do sertão’ nos convida e convoca a desempenharmos um novo papel – o leitor dá lugar ao ouvinte de um duplo recital. Sagarana e Corpo de baile se convertem em dois concertos em dois movimentos: um de João Guimarães Rosa e o outro de Ronaldes de Melo e Souza.”
Ronaldes de Melo e Souza é professor dos Cursos de Graduação e Pós-Graduação em Literatura Brasileira da UFRJ. Possui dezenas de trabalhos publicados no Brasil e no exterior. É autor do livro Ficção e verdade: diálogo e catarse em Grande sertão: veredas (Clube de Poesia de Brasília, 1978), vencedor do Prêmio Nacional de Crítica Literária de 1978, patrocinado pela Fundação Cultural do Distrito Federal. É um dos organizadores dos livros Machado de Assis – Uma Revisão (InFolio, 1978) e Veredas no sertão rosiano (7letras, 2006). Em 2002, venceu o Concurso de Ensaio “Centenário de Os sertões”, promovido pela Casa de Cultura Euclides da Cunha. Publicou pela EDUERJ, em 2007, o livro O romance tragicômico de Machado de Assis.
Citação de Guimarães Rosa
Em carta à sua tradutora americana, Harriet de Onís, Rosa diz: “(...) nos meus livros (onde nada é gratuito, disponível, nem inútil), tem importância, pelo menos igual ao sentido da estória, se é que não muito mais: a poética ou poeticidade da forma, tanto a ‘sensação’ mágica, visual das palavras, quanto a ‘eficácia sonora delas’; e mais as alterações viventes do ritmo, a música subjacente, as fórmulas-esqueletos das frases – transmitindo ao subconsciente vibrações emotivas sutis” (carta de 4 de março de 1965). (ROSA, João Guimarães. “Cartas a Harriet de Onís. Jornal da Tarde, 18 de maio de 1966. Caderno de Sábado). 244p. 140x210mm
ISBN:978-85-7511-131-4
R$ 30,00