Este livro descerra fecunda via de acesso ao sentido genuinamente poético da saga rosiana do sertão. Ao conceber o sertão como forma em gestação, e não simplesmente como tema, o autor busca correspondências ao princípio musical de cada uma das sagas rosianas, caracterizando-as como bailados narrativos de um movimento sinfônico. O livro se destina a estudantes e professores de Pós-Graduação em todas as áreas das Ciências Humanas, interessados em compreender o alcance multidisciplinar da obra de Guimarães Rosa.
Da orelha de Antonio Jardim (compositor e professor)
“Se o narrador rosiano ‘se converte no cantor do mundo e dos entes do sertão’ e se pronuncia como ‘encantador de palavras que arrebatam o leitor’, o texto desta ‘saga rosiana do sertão’ nos convida e convoca a desempenharmos um novo papel – o leitor dá lugar ao ouvinte de um duplo recital. Sagarana e Corpo de baile se convertem em dois concertos em dois movimentos: um de João Guimarães Rosa e o outro de Ronaldes de Melo e Souza.”
Ronaldes de Melo e Souza é professor dos Cursos de Graduação e Pós-Graduação em Literatura Brasileira da UFRJ. Possui dezenas de trabalhos publicados no Brasil e no exterior. É autor do livro Ficção e verdade: diálogo e catarse em Grande sertão: veredas (Clube de Poesia de Brasília, 1978), vencedor do Prêmio Nacional de Crítica Literária de 1978, patrocinado pela Fundação Cultural do Distrito Federal. É um dos organizadores dos livros Machado de Assis – Uma Revisão (InFolio, 1978) e Veredas no sertão rosiano (7letras, 2006). Em 2002, venceu o Concurso de Ensaio “Centenário de Os sertões”, promovido pela Casa de Cultura Euclides da Cunha. Publicou pela EDUERJ, em 2007, o livro O romance tragicômico de Machado de Assis.
Citação de Guimarães Rosa
Em carta à sua tradutora americana, Harriet de Onís, Rosa diz: “(...) nos meus livros (onde nada é gratuito, disponível, nem inútil), tem importância, pelo menos igual ao sentido da estória, se é que não muito mais: a poética ou poeticidade da forma, tanto a ‘sensação’ mágica, visual das palavras, quanto a ‘eficácia sonora delas’; e mais as alterações viventes do ritmo, a música subjacente, as fórmulas-esqueletos das frases – transmitindo ao subconsciente vibrações emotivas sutis” (carta de 4 de março de 1965). (ROSA, João Guimarães. “Cartas a Harriet de Onís. Jornal da Tarde, 18 de maio de 1966. Caderno de Sábado). 244p. 140x210mm
ISBN:978-85-7511-131-4
R$ 30,00
Citação de Guimarães Rosa
Em carta à sua tradutora americana, Harriet de Onís, Rosa diz: “(...) nos meus livros (onde nada é gratuito, disponível, nem inútil), tem importância, pelo menos igual ao sentido da estória, se é que não muito mais: a poética ou poeticidade da forma, tanto a ‘sensação’ mágica, visual das palavras, quanto a ‘eficácia sonora delas’; e mais as alterações viventes do ritmo, a música subjacente, as fórmulas-esqueletos das frases – transmitindo ao subconsciente vibrações emotivas sutis” (carta de 4 de março de 1965). (ROSA, João Guimarães. “Cartas a Harriet de Onís. Jornal da Tarde, 18 de maio de 1966. Caderno de Sábado). 244p. 140x210mm
ISBN:978-85-7511-131-4
R$ 30,00

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